Prioridade aos salários<br>na indústria e ambiente

Image 12578

Junto a sedes de empresas, com cargos dirigentes em associações patronais da metalurgia e metalomecânica, do sector automóvel e das indústrias eléctricas, houve, no dia 14, concentrações contra o boicote dos processos de negociação da contratação colectiva, que está a servir para os patrões evitarem aumentar os salários dos trabalhadores.
Promovidas por sindicatos da Fiequimetal/CGTP-IN, estas acções ocorreram em Lisboa (na Águas de Portugal e na Caetano Auto, do Grupo Salvador Caetano, presidente da ACAP), Vila Nova de Gaia (junto à Tegopi, dirigente da AIMMAP) e Braga (Fehst, no complexo industrial que alberga também fábricas da Delphi e da Bosch, empresas dirigentes da ANIMEE).

Frente à sede do Grupo Águas de Portugal, em Entrecampos, foram lembrados o congelamento e os cortes dos salários, nos últimos anos, agravados no Orçamento do Estado de 2013, «em nome de uma “crise” que tem a particularidade de só atingir os interesses dos trabalhadores, para garantir os lucros e os privilégios de uma minoria, composta pelos grandes grupos económicos e financeiros». Na resolução aprovada nesta concentração (em que também participou o Secretário-geral da CGTP-IN, Arménio Carlos), o Governo e a administração da AdP são acusados de ameaçarem pôr em causa os acordos colectivos de trabalho, para abrirem caminho à privatização, mas «não há qualquer razão de interesse público que justifique esta opção».

A iniciativa pública realizada junto à Fehst Componentes constituiu também uma expressão de solidariedade para com os 40 trabalhadores incluídos no despedimento colectivo em curso e que foi denunciado como «uma vigarice». Citado pela agência Lusa, o coordenador da Fiequimetal, Rogério Silva, membro da Comissão Executiva da CGTP-IN, afirmou que há recurso a trabalho extraordinário e a empresas de aluguer de mão-de-obra e sublinhou que os lucros da empresa e as importantes obras realizadas nas instalações desmentem quaisquer dificuldades.

Os trabalhadores da Tegopi e os representantes dos trabalhadores da metalurgia e metalomecânica exigiram da empresa aumentos salariais e a satisfação das demais reivindicações apresentadas na fábrica; por outro lado, enquanto dirigente patronal, deve agir para que a AIMMAP abra negociações com a Fiequimetal, para uma rápida actualização dos salários no sector.

A Caetano Auto e o Grupo Salvador Caetano devem fomentar na ACAP medidas para que sejam negociados aumentos salariais no sector automóvel, para que sejam respeitados os direitos inscritos no contrato colectivo de trabalho e também para que seja dinamizado o sector.




Mais artigos de: Trabalhadores

Pela escola e o emprego

O Governo irá tão longe quanto conseguir, na redução de pessoal, o que requer da parte de todo os professores uma resposta à altura, destacou a Fenprof, lembrando as propostas sindicais.

Parem o ataque nos transportes

Depois das fortes acções no «dia de luto e resistência», nas empresas do Grupo CP, com cortes da via em quatro estações, estão marcadas novas lutas, que vão culminar numa manifestação nacional, dia 9, de todo o sector de transportes.